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Franca do basquete é também do bobsled e tem Odirlei Pessoni nos Blue Birds
O atleta é o mais antigo integrante da seleção brasileira de bobsled e fará a campanha olímpica com o time em busca de vaga nos Jogos de Inverno de PyeongChang/2018


A quente cidade de Franca, no interior de São Paulo, é conhecida por sua tradição no basquete. Mas o francano Odirlei Pessoni é apenas um torcedor do basquete. Escolheu um esporte inusitado e pouco conhecido dos brasileiros, o bobsled, modalidade que vem se organizando nos últimos anos e tem todas as condições de classificar o Brasil para a Olimpíada de Inverno. Os XXIII Jogos Olímpicos de Inverno, evento multiesportivo organizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), serão realizados entre 9 a 25 de fevereiro de 2018, em PyeongChang, na Coreia do Sul.

A seleção brasileira de bobsled, os Blue Birds, é formada por Edson Bindilatti, piloto, Odirlei Pessoni, Edson Martins, Denis Parreira, Erick Vianna, todos pusher e breakman, e Rafael Souza, breakman. As técnicas são Joanne Manning e Nicola Minichiello, da Grã-Bretanha.

"A seleção teve dois meses para se preparar e tentar classificação para Vancouver. De 2009 para 2017, o bobsled evoluiu muito, por organização e investimento da CBDG. Se ainda não podemos ser apenas profissionais do bobsled - temos o Bolsa Atleta, ajuda do programa Solidariedade Olímpico e da CBDG -, estamos muito perto disso. Pudemos nos dedicar muito mais na temporada 2016/2017, viver o bobsled, com técnicas estrangeiras, mais participação em competições, preparação no exterior, nas pistas de gelo adequadas ao esporte. Tivemos mais contato com o esporte e pudemos ganhar experiência. Se aprende muito e hoje temos melhores preparações física e técnica e também mais e melhor material, trenó e lâminas."

Na temporada de 2016 e 2017, o Brasil ganhou duas das oito etapas da Copa América, em Salt Lake City e em Lake Placid, nos Estados Unidos, e foi vice-campeão do circuito (com 572 pontos), atrás dos Estados Unidos, em janeiro (26/1/2017), no trenó de quatro. Bindilatti foi o segundo melhor piloto das Américas no combinado dos trenós de dois e de quatro. O Brasil chegou ao 16º lugar no ranking mundial da Federação Internacional de Bobsled e Skeleton - posição que classificaria a equipe para os Jogos de PyeongChang.

Parte do grupo conheceu a pista olímpica da PyeongChang e disputou a Copa do Mundo no trenó de 2 - o grupo voltou da Coreia no dia 20 de março. "Vimos que estamos muito perto dos outros times e que precisamos ganhar força e também aumentar o peso no trenó", explicou o piloto Edson Bindilatti. A preparação física dos atletas começa na próxima semana, logo após férias curtas - no momento, os atletas estão em suas cidades. Os próximos três meses serão dedicados a preparação física. Na sequência, a preparação seguirá nas pistas de gelo em Lake Placid, Nova York (EUA). O grupo também poderá ir à Europa. O calendário será detalhado com a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).

Os atletas da modalidade têm o apoio do programa Solidariedade Olímpica, do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).
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